Amazonas - Dezembro 1988 - 2018

Há 30 anos chegava em Manaus, vindo de Belém. De Manaus, viajei para Mauês. De Mauês par o Maral, aldeia indígena onde vive a população Satérê-Mawê.


Foram os dias mais incríveis da minha vida. Fui acolhida, cuidada durante quase três meses pelas mulheres, pelos homens e pelas crianças dessa aldeia. Me ensinaram muito. Até hoje, trinta anos mais tarde, guardo no meu coração os momentos fortes, os rostos, as lendas, a beleza da natureza.


No Maral, aprendi a namorar a lua, a conversar com as estrelas, a ouvir as mensagens do vento nas folhas leves, a beber a agua da chuva, a dançar com os trovões e a rir com o fogo.


Aprendi a brincar com as crianças, no rio, na floresta, na poeira, a me jogar no chão com eles, com os papagaios, com os macaquinhos e os cachorros. Aprendi a saudar o nascimento do sol e o da lua.


Aprendi a ser feliz. Re aprendi a ser criança. Reencontrei a minha criança interior.


Gratidão


E em 2018, tive a sorte de voltar para Manaus e entrar um pouco na floresta com a minha filha. A saudade me pegou. As lembranças voltaram, os rostos, os sorrisos, a natureza bela, o astro rei, a majestade a lua, as árvores amigas, os gestos elegantes.


Encontramos então com Indios Tuyuyu e a magia operou.


Obrigada, vida. Gratidão


Feliz Natal, feliz dia da criança


Fotos da autoria da minha filha, Manon Gazin






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